Blog do Morais: Um começo de ano desastroso para o Botafogo.
O futebol do Botafogo é uma SAF, uma sociedade anônima. Como qualquer empresa, tem dono. E ele é quem manda, decide.
Nas SAFs não adianta o torcedor espernear. O proprietário da mesma não vai deixar o controle se assim desejar, não há eleição presidencial.
Quando o dono, que tem outras equipes no exterior, nota que o momento requer atenção a uma em especial… O não prioritário fica de lado.
Assim, o time do Botafogo passou cerca de dois meses sem técnico. E não faltaram nomes que despertaram interesse. Ou pelo menos especularam.
André Jardine, Paulo Fonseca (que acabou no Lyon, outro time do grupo), Rafa Benítez, Roberto Mancini, Tata Martino, Vasco Matos, Tite, Hernán Crespo…
No final a SAF vai de Renato Paiva. Demitido do Toluca há quase 90 dias, o ex-treinador do Bahia viu a derrota para o Racing no Engenhão.
Herdará remanescentes dos títulos brasileiro e da Libertadores. Mas dentro de um elenco desfigurado. E com jogadores chegando agora.
Um grupo que já não pode surfar na onda dos títulos de 2024. Afinal, eles perderam quatro oportunidades de taças em menos de dois meses, inclusive para o maior rival.
Supercopa, amassado pelo Flamengo; Taça Guanabara, ficou em nono; Estadual, já está eliminado; e Recopa, perdeu os dois jogos para o Racing: 0 a 4 no agregado.
As prioridades de John Textor, dono do futebol botafoguense, atrasaram o trabalho para a temporada. E o fato de estratégia parecida ter funcionado em 2024 nada garante.
E com uma diferença entre o ano passado e 2025: desta vez o Botafogo tinha dois títulos além Rio de Janeiro para disputar em fevereiro. Um deles internacional.
Perdeu ambos, um para seu maior rival. De quebrar, passou longe de pelo menos brigar pelo campeonato estadual. Um início de ano terrível.
Mas não adianta muito o botafoguense protestar. O dono lhe dará ouvidos se quiser.
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